DESPEDIDA DO PATO: :')

By : RodrigoPatoDonald
                                       "Baby, bye que bye bye bye..." ♫♪

Venho por meio desta anunciar a minha saída e meu desligamento com o Rampage- Subs. Bem... antes que me questionem, NÃO foi briga e nem nada! XD! Vou lhes explicar.

Eu recebi uma proposta do editor Sérgio Peixoto (famoso jornalista e editor dos anos 90 e 2000, responsável pelas revistas Animax e Anime Ex). Ele vai me pagar para escrever matérias sobre tokusatsu para o novo projeto dele. Ou seja, não será mais um serviço voluntário. Nesses tempos de crise, recusar um projeto desses que envolve pagamento seria suicídio financeiro. 

Peixoto já tem me sondando e admirando o meu trabalho como redator já tem uns 6 anos. Ele já tinha dito pra mim que me queria contratar para projetos futuros desde o início do nosso contato. Ele só foi  elogios ao meu trabalho e meu estilo de escrita. Vindo de uma pessoa tão importante do meio "otaku-nertd", claro que eu tenho motivos de sobra pra ficar "garboso". Ele queria alguém que escrevesse sobre tokusatsu. Não queria mais ninguém. Ele só queria a minha pessoa escrevendo sobre tokusatsu para ele. 

Sim! Tenho motivos de sobra para estar feliz. Afinal, o meu trabalho foi reconhecido. E isso por si só já é motivo para me deixar feliz. Saber que o meu trabalho poderá ser usado como referência num futuro próximo para outras gerações é um motivo de orgulho para o pessoal que me acompanhou nesses 3 anos e 1/2 no Rampage. 

Por isso, quero aproveitar o espaço para agradecer ao Charles (vulgo, Charleston) por ter me aturado nesses 3 anos e 1/2 no Rampage e ele sabe que, sempre que puder, poderá contar comigo. Quero aproveitar o espaço e agradecer também o Eleuzi (vulgo Clock Up), por ter me colocado no Rampage e por acreditar no meu potencial. Quero aproveitar e agradecer aos meus amigos e leitores aqui do Rampage por terem aturado meus textos (quando o que vocês mais queriam eram os downloads... XD).... Obrigado a todos vocês por terem me apoiado, seja comentando, interagindo, se divertindo. Hoje me despeço. Quem sabe um dia eu volte?? 

Sendo assim, me despeço com esses versos de uma das músicas da Angélica que gosto: "Boa viagem... (tchau... tchau...)... Na na na na... hey hey,,, tchau tchau..."... ♫♪






REVIEW DO TIO DONALD: KAMEN RIDER GAIM

By : RodrigoPatoDonald
        "Pera, Uva, Maçã, Salada Mista... me diga o que você quer sem me dar nenhuma pista...."




Finalmente terminei a saga das frutas sagradas. Estava devendo assistir essa série faz um tempinho e um MONTE de gente estava me cobrando que eu assistisse e fizesse a bendita review sobre a série. Então, vamos nós...

Como definir a série?? Bem... aos meus olhos, Kamen Rider Gaim fala o tempo todo de erros. Principalmente dos primeiros erros da vida de um adulto. Como superar seus erros?? Como enfrentá-los? Como aprender dos seus erros?? Como evoluir através dos seus erros?? Passamos os 47 episódios analisando isso. Quando Kouta ganhou os poderes do Sengoku Driver para se tornar um rider, ele usou isso de forma errada no início. Tomou MUITAS decisões erradas. E isso não foi só com ele. Kaito e Mitchy, outros dois protagonistas, cometeram alguns erros graves no decorrer da série. E é isso que torna a série especial. Justamente os erros dos protagonistas para atingirem seus objetivos. E eles aprendem no duro, o que um erro pode fazer com eles.

O erro de Kouta foi acreditar até na maldade daqueles que se corromperam e se recusar a enxergar isso. Ele comeu o pão que o diabo amassou nas mãos de Mitchy, mesmo com as indiretas de Mai, Kaito e Yoko, Kouta não aprendeu. Mesmo o Mitchy tendo se revelado um crápula, Kouta ainda sacrifica os outros por ele. Mas também, quando Kouta abre a mente e percebe os seus erros, ele viu o passado inteiro e resolver dar uma chance para o amigo. Ele se entregou de corpo e alma para seu amigo rever suas atitudes.

Mitchy errou por acreditar que ele sozinho poderia resolver as coisas. Se tornou manipulador. Se tornou sádico. Machucou aqueles que eram importantes para ele para satisfazer a sua Soberba pessoal. Aprendeu a duras penas que a vida de adulto não é nada fácil. Precisou Kouta se sacrificar na frente dele para ele abrir os olhos e ver até onde foi os seus erros. E o final dele foi maravilhoso.

Kaito errou por generalizar a Humanidade e por acreditar que TODA a Humanidade devia ser extinta por culpa dos fracos. Para satisfazer a sua Soberba, ele declarava que SÓ ele podia criar um novo mundo. Só ele tinha poder para mudar a Humanidade. Para ele, a sua Gula por poder lhe causou a sua ruína. E o final dele foi digno para o que ele acreditava.

Kamen Rider Gaim começou sem grandes pretensões. Mas a partir do episódio 18, houve uma reviravolta mirabolante que fez com que ficássemos presos a série. Todos os personagens tiveram os seus destaques e sua importância na série. Houve certo equilíbrio, coisa que era difícil nas séries antigas.

Aliás, sobre "séries antigas", são encontradas VÁRIAS referências a Kamen Rider Black na série. E isso é mais notável ainda nos episódios finais (não, pequeno gafanhoto... não vou dar spoillers... assista e descubra por si próprio.... XD). Aliás, ouse dizer, se me permite fazer tal comparação, Gaim consertou os erros que estavam presente em Black. E isso me deixou mais esperançoso para o rumo da franquia. Gen Urobochi mostrou para a gente o que é um rider de verdade.

Aliás, sobre a série em si, vale ressaltar a importância da série resgatar vários elementos da série Showa. Combates, monstros do dia, ÓTIMAS cenas de ação e muito bem coreografadas. E sobre isso, vale salientar a importância de Sano Gaku. Ele mostrou que Riders atuais podem lutar sem se transformarem. Sano é um ótimo acrobata, dançarino e artista marcial. Ele lutava MUITO durante os episódios SEM se transformar. Aliás, até o presente momento, dos riders Showa e Heisei que vi, ele foi o ÚNICO que vi lutar tão bem assim SEM se transformar. E isso só me fez garrar amores pelo herói, pois ele mostrou para que veio.

E sobre aqueles que se recusaram a assistir essa maravilhosa série por causa do tema "frutas", só lamento. E NEM ousem usar o argumento de que "Ah, seu Ishinomori não aprovaria essas mudanças de Insetos para Frutas". Cara! Se "seu" Ishinomori estivesse vivo e quisesse continuar no mercado de trabalho na franquia, ele se adaptaria aos novos padrões da cultura japonesa de se fazer Kamen Rider. Ou seja, se não fosse o Gen Urobochi que usasse o tema "frutas" na série, seria o "seu" Ishinomori, pois a série foi encomendada pela Bandai e pela Toei para ser com o tema frutas. Ou seja, SE o "seu" Ishinomori estivesse vivo, ele NÃO recusaria trabalho por causa da Soberba de veteranos-brasileiros que NEM são o público alvo. Afinal, nesses tempos de crise, recusar trabalho por Soberba é um tiro no pé. Não só no Brasil, como no resto do mundo. Ainda mais que, do jeito que ele, SE estivesse vivo, já seria bem velhinho, claro que ele não recusaria trabalho e dinheiro... então....

Enfim, Kamen Rider Gaim entra para a galeria de heróis marcantes. A série só não foi tecnicamente perfeita por causa do último episódio, que foi um filler desnecessário. A série em si acabou no episódio 46. Fora isso, é uma ótima série que vale e MUITO a pena ser assistida. E se guardada. E encerro essa review com um trecho de uma música do Kiko Zambianchi que diz o seguinte sobre os nossos protagonistas: "Se um dia eu pudesse ver o meu passado inteiro.... se fizesse parar de chover nos primeiros erros... o meu corpo viraria sol... minha mente viraria sol... mas só chove, chove.... mas só chove, chove...."... ♫♪

REVIEW DO TIO DONALD: SPECTREMAN

By : RodrigoPatoDonald
                           "Olhem o nosso verde... vamos preservar, preservar, preservar...."




Ontem encerrei a saga do Spectreman contra as tramas do pérfido Dr. Gori. O que eu aprendi? Como encarei essa série? Vejamos...

Spectreman se saiu como uma série BEM ambígua. Quem são os vilões? Quem são os heróis? Quem está certo? Quem está errado? Bem... passei o roteiro todo fazendo essa pergunta enquanto assistia a série. A premissa de Spectreman é a ecologia. O propósito da série foi conscientizar os riscos da poluição e a influência da mesma no nosso planeta. E, em cada episódio, somos perguntados: "merecemos morar nesse planeta??"

Dr. Gori criava os monstros a partir de resíduos tóxicos lançados na Natureza pelos próprios humanos. Nesse caso, Dr. Gori queria que os Humanos provassem do próprio remédio. Muitos monstros mutantes são uma mistura de criaturas terrestres com resíduos poluentes. O objetivo principal de Dr. Gori seria varrer a humanidade do nosso planeta e restaurar o "Éden" e ser o novo governante desse planeta SEM os Humanos. Mas ele tem um percalço: o nosso herói, que era a favor da presença da humanidade. 

Aí que entra a ambiguidade do roteiro, conduzido de forma brilhante pelo trio Haruya Yamazaki, Masaki Tsuji e Susumu Takaku. Ficamos a série toda nos perguntando se o Dr. Gori é o real vilão. Na verdade, podemos dizer que ele é o que chamamos de "justiceiro", aquele que faz justiça da maneira dele sem se importar com os meios dele. Para Dr. Gori, os humanos são os maiores inimigos da Natureza e são indignos de morarem aqui. Por isso, ele quis exterminar a raça humana para salvar o planeta. Mas, encontramos entre os humanos, aqueles que lutam pelo bem da Natureza. E são esses que o nosso herói quer acreditar que o planeta vai mudar. Afinal, o grande erro do Dr. Gori foi esse: querer generalizar a humanidade como um todo como a causadora da poluição. Podemos encontrar entre os humanos, pessoas que querem restaurar o nosso planeta. 

Sobre a série em si, não devemos esperar muita coisa dos efeitos especiais. Afinal, estamos falando de uma série de 1971. O baixo orçamento deixou os efeitos especiais precários, o que pode afastar um pouco os toku-fãs mais jovens, acostumados a efeitos especiais mais elaborados em tokus atuais. Vamos ver MUITOS bonecos de panos e raios de papelão pintados de giz de cera, fora as naves de papel crepom e fita crepe. 

Mas a série compensa e MUITO com a história profunda e bem reflexiva. Uma coisa que me incomodou um pouco foi a sua fotografia. MUITO escura e não combinou um pouco com a proposta da série, que devia passar uma mensagem mais "colorida" de conscientização. 

E sobre a considerada mais "densa e assustadora" sequência de episódios da série: "O Vampiro do Espaço!". Não achei grande coisa. Achei o monstro rato de duas cabeças mais assustador que o "vampiro" em si. E sobre "densidade", a sequência de episódios da feiticeira ("A Maldição da Feiticeira"), por abusarem da fotografia escura e dos efeitos sonoros estridentes, me deixou mais tenso. Aliás, PARA MIM, essa sequência da Feiticeira foi o melhor de Spectreman. Uma trama pesada para uma série de crianças e que saiu um pouco da questão da ecologia. 

O elenco foi MUITO bom. Tetsuo Narikawa (nosso saudoso herói) foi um ator MUITO bom e, pelo que andei pesquisando, um excelente atleta. Pena que seu potencial como atleta não foi muito explorado (E achei um erro ele aparecer fumando em alguns episódios... se ele é um herói que combate a poluição, deveria ter nos poupado dessa imagem que vai contra os propósitos do personagem apresentado... ). Mas, em compensação, Takamitsu Watanabe, o Kato, teve seu talento como lutador bem explorado, principalmente dos episódios 38 até o final, onde a equipe Anti-Poluição teve muitos combates corpo-a-corpo. O elenco feminino teve 4 mudanças no decorrer da série, sendo que destaco a doce Chieko (Tachibana Mineko), que deu um ar mais lúdico para a equipe. 

A trilha sonora se resume a canções e BGMs com pegadas mais "militares", como era o padrão de músicas de tokus dos anos 1970. As três canções apresentadas na série abusam de um tom de "hino nacional" e nos coros infantis e adultos. E as BGMs, como citado acima, tem um tom de "marcha militar". Não curti muito a proposta da trilha sonora.

Spectreman é uma ÓTIMA série. NÃO está isenta de falhas. Pode não agradar os mais jovens sedentos por efeitos especiais mirabolantes (talvez me engane, mas...). Mas, para o veteranos, é um prato cheio. Vale MUITO a pena assistir e se conscientizar sobre o que estamos fazendo com o nosso planeta. A série se encerra de forma primorosa e digna. Ou seja, "parado eu não vou ficar não... não vou cruzar os braços e ver o verde se acabar!"

Himitsu Sentai Goranger 57 - Download

By : Charles William Krüger
Goranger voltou.

"Vocês abandonaram Goranger?"
"É, pelo jeito abandonaram..."

NÃO!

Se um dia formos dropar o projeto, avisaremos.

Mas não vamos!

Esperamos não demorar muito com o 58. Mas, se demorarmos, não perguntem.

Por fim, informo que a partir de agora, só mp4. Beleza?

Salvem todos eles, Goranger!




[OFFÃO] O CASO YURI DA NOVELA DAS NOVE: COMO AFETA OS OTAKUS??

By : RodrigoPatoDonald
           "Levante a cabeça olhe as estrelas e o mar, o melhor da vida é estar livre pra sonhar.... ♫♪"





O CASO YURI, DE “A FORÇA DO QUERER”... VAMOS ENTENDER??

Bem... faz praticamente um mês que a novela A Força do Querer está no ar e para nós, da comunidade Geek/Nerd/Otaku, temos um motivo insólito para pelo menos tentar acompanhar a novela: o personagem Yuri.

A autora da novela, a consagrada Glória Perez, resolveu apostar no meio “otaku” para pegar uma parcela de público que, tradicionalmente, tem aversão às novelas. Yuri foi usado como “alívio cômico” da novela, por se vestir de Goku e agir de maneira, aparentemente, néscia. O nível de estereótipo criado para o personagem é tão avançado que o menino se comunica com os pais através do Whatsapp e ainda usa expressões em japonês (aprendidas de modo aleatório provavelmente assistindo animes e games).

E é sobre esse modo “estereotipado” do personagem que vamos falar. Afinal, o comportamento do jovem tem causado um misto de Ódio e Amor contra o personagem e as Empresas Globo. Afinal, a comunidade “otaku/cosplay” já possui uma tendência natural de “odiar” a Globo por ela não “ter sido como a Manchete ao exibir os animes e tokusatsu”. Muitas matérias da emissora no passado já acertaram e, ao mesmo tempo, erraram a mão do assunto cosplay e produções japonesas. Por isso, quando foi anunciado que o Yuri iria ser um garoto “otaku/cosplayer”, a nossa comunidade ficou em alvoroça. Perguntas do tipo “como a Globo vai abordar o assunto agora?” entupiram blogs, sites, comentários, fóruns e etc sobre o garoto otaku na novela.

No dia 07/04 foi a estréia do menino “otaku” na novela. Numa cena que durou um pouco mais de 60 segundos já foi motivo para a comunidade “otaku/cosplayer” estar dividida entre o Bem e o Mal. Na cena, o menino estava saindo de um evento de cosplay com seus amigos, tirando foto e se divertindo. Ao falar com a mãe no telefone, usa palavras e expressões em japonês, o que causou certo desconforto na sua mãe. Chegando em casa, fala para o tio que quer ser chamado pelo personagem Goku, da franquia de Dragon Ball. O comportamento “leviano” causou certo furor no meio. Surgiram muitos (mas MUITOS mesmo) memes (alguns até ofensivos), condenando o personagem. Já li até comentários dizendo que o ator, no caso, o jovem de 15 anos Drico Alves, devia ter recusado o papel. Vamos lá, esclarecer.

Glória Perez é a autora da novela e ela é conhecida no meio dos noveleiros por criar tipos exóticos e caricatos em cada novela (quem não se lembra do cigano Igor, do gótico Reginaldo, do afetado Lulu, dos núcleos turcos, indianos, marroquinos e etc em outras novelas??). Em A Força do Querer, o personagem “exótico” da vez foi o jovem Yuri. NEM adianta dizerem que “o ator devia ter recusado”. Se não fosse ele, seria outro. E ainda digo mais, o adolescente NEM é o responsável pelo personagem, mas a autora. E tem mais, NEM a autora pode ser culpada. Ela depende exclusivamente dos seus pesquisadores para apresentar para a tela, o que aprendeu. E com o Yuri NÃO foi diferente.

MUITOS “otakus/cosplayes” reclamaram por causa da caricatura e como o hobby foi apresentado. Talvez esse lado da reclamação tenha a sua validade. Afinal, o modo como o hobby foi apresentado nesse primeiro mês possa causar uma impressão, digamos, duvidosa para os leigos com relação a esse passatempo. Afinal, a princípio, Yuri está se mostrando relaxado, viciado em games, animes e cosplay e deixa de fazer coisas importantes (como estudar e outros afazeres de casa) para se dedicar aos seus passatempos.

Mas uma coisa que devemos levar em conta é que a novela está no primeiro mês. Muita coisa vai mudar. A tendência de QUALQUER personagem e em QUALQUER novela é se mostrar de um jeito e terminar de outro e mostrar um exemplo de superação e evolução diante de alguns conflitos. E com o Yuri NÃO vai ser diferente. Aliás, a autora já falou que vai usar dois adolescentes, o Yuri e a Ivana (Carol Duarte) para tratar de um assunto MUITO comum entre os jovens: a depressão. Ambos os adolescentes (Yuri tem 15 e Ivana 17) possuem pais relapsos (Joyce e Heleninha se preocupam mais com futilidades e a aparência enquanto os pais Eugênio e Junqueira só ocupam a mente com trabalho). E com isso, eles acabam não se envolvendo com os dramas sofridos pelos dois jovens. Enquanto Ivana luta para tentar se redescobrir como pessoa e o seu corpo, Yuri luta para ser um jovem que apenas quer se notado e faz de tudo para chamar a atenção dos pais ALÉM das cobranças que ele sofre. No caso do Yuri, ele usa o cosplay e a tecnologia como válvula de escape para chamar a atenção do pai e da mãe. Em todas as cenas em que ele apareceu até o presente momento, os pais estão sempre dando bronca e cobrando ele e sem nenhum afeto. E é claro que o Yuri vai fazer de tudo para chamar a atenção.

E não adianta reclamar. Eu, como veterano, já fui jovem, já tive meus 15 anos e sabemos MUITO bem que os jovens dessa faixa etária, que vivem a fase das descobertas, acabam adotando um “nicho” que se identifica. Nos anos 1990, tivemos o privilégio de acompanharmos a estreia de Cavaleiros do Zodíaco na finada TV Manchete. Os jovens daquele ano vibravam com as aventuras de Seiya. Imitavam seus golpes e falas. Vão me dizer que, quando vocês descobriram Yu Yu Haksuho, vocês não faziam um “Leigan” entre amigos e familiares com os dedos? Nos anos 2000, quando se iniciou a febre Naruto, veio a questão de andar com as bandanas do personagem por aí e nos eventos. Fora que nos eventos veio a moda de carregar plaquinhas com enquetes sem nexo ou com dizeres de “beijos e abraços grátis”. E sem falar nas toucas de bichinhos fofos (a maioria de Pokemon) que são vendidas aos baldes até os dias de hoje. Para os jovens de 15 anos dessa década, a moda é correr com os braços pra trás como os personagens de Naruto, usar expressões de falas de animes (quantas vezes vocês já viram os jovens de 15/16 anos dessa década dizendo: “vou botar teu nome no Death Note”?? Ou “vou invocar o Genki Dama”?? Já ouvi isso aos montes em eventos e em comentários da Internet... e olha que tenho 30 anos de experiência no meio “otaku/nerd”...) e sem falar nas falas de palavras aleatórias japoneses que o povo aprende vendo animes, tokusatsus, doramas e games (“você é baka”, ou “que kawaii desu”, ou “vou me servir: ITADAIKIMASU”)....

Embora o Yuri NÃO represente TODOS os tipos de otakus e cosplayers, sabemos MUITO bem que a MAIORIA dos jovens da idade dele são exatamente assim como foi apresentado na novela. Pela minha experiência no meio, eu cresci no meio, garanto que uns 60% dos jovens “otakus/cosplayers” da faixa etária do Yuri da atualidade são EXATAMENTE assim. Claro que o povo que está nos 40% não está curtindo o modo como o garoto otaku Yuri está sendo mostrado na novela. Afinal, tem MUITO otaku que estuda (e, pasmem, tem até otaku que é formado), trabalha, faz suas coisas e não deixa de realizar o hobby. Apesar do aparente impacto negativo inicial que a novela abordou com os otakus/cosplayers, deve-se levar em conta que Glória é conhecida por mostrar o lado ruim e positivo dos temas propostos por ela e expandir e desenvolver o tema gradualmente. Foi assim quando, em 1995/1996, a internet estava “nascendo” no Brasil e ela foi vista como algo nocivo em Explode Coração no início e acabou sendo usada para o bem no final (e, hoje em dia, a internet é usada tanto para o bem como para o mal).

Então, não adianta criticarem a autora e o personagem. A autora já falou que vai usar o Yuri (Drico Alves) e a Ivana (Carol Duarte), dois adolescentes que possuem seus problemas (Yuri com a questão da falta de atenção dos pais e a Ivana com a sua identidade de transgênero) para tratar de uma doença que afeta e MUITO os jovens: a Depressão. Enquanto a Ivana usa o vôlei como válvula de escape, Yuri vai usar os animes e os cosplays para isso. Ou seja, tem MUITA coisa para se desenvolver ainda. Lembre-se: a novela, até o dia em que esse texto foi escrito, só tem um mês. Tem MUITA coisa para mostrar e desenvolver ainda. Então... aguardemos o desenrolar e o desenvolvimento dos personagens e vamos ver em que bode vai dar. Até lá, Daijobu, Povo... Daijobu...


REVIEW DO TIO DONALD: GO-ONGER

By : RodrigoPatoDonald
                        "E COMO VOU VIVER SEM UM CARANGO PRA CORRER...???"





Bem... Go-Onger.... a série que é odiada por MUITOS. Aliás, de 100%, eu chuto aí uns 60% dos toku-fãs odeiam essa série. Quando anunciei que estava vendo Go-Onger, muita,  mas MUITA gente MESMO falou pra eu desistir de assistir, pois a série é "muito ruim". Bem... eu sou um Pato que costumo assistir as coisas para eu tirar as minhas conclusões. Dificilmente assisto alguma coisa por influência dos outros. QUALQUER produção eu assisto de acordo com a minha inspiração. Por exemplo... tem um amigo que insiste e MUITO para eu assistir um anime chamado Gintama. Ele só fala coisas boas do anime. Dizia que eu tinha que parar tudo para ver Gintama. Mas, não assisti. Não assisti UM episódio de Gintama, pois, para mim, NÃO é o momento certo. Eu, por exemplo, levei 12 anos para começar a me aventurar pelo universo de Full Metal Alchemist. Não consegui acompanhar o universo desse EXCELENTE anime na época por causa da forçação dos outros. Quando é algo diferente do habitual, aí, eu até me animo para ver, como foi o caso da franquia Higurashi no Naku Koro ni, que foi um anime bem diferente do que estou acostumado ver e agora, por exemplo, essa semana, que eu vou iniciar Angel Beats. 

Mas, voltando a Go-Onger. Muitas pessoas falaram para não assistir. Argumentos delas? Eu li muitas frases do tipo: "Parece um anime moe..."... "protagonista que parece um emo viadinho" (como se ser  ou ter um "gay" numa série fosse uma ofensa, mas...)... "história muito boba e infantil"... "os heróis não agem como adultos".... "os únicos que prestam são os Go-on Wings".... "esses Engines deixaram o sentai mais imbecil..." ou "esses excessos de CGs e essas explosões artificiais...".. e etc... etc... etc... e etc...

Bem.. todas as opiniões apontavam para eu desistir da série. Mas, fui fundo e resolvi assistir e... eu gostei do que vi. Lógico que Go-Onger não é um primor. Tem MUITAS falhas. Mas tem umas coisas que dá para se levar em conta. 

Uma das coisas que me chamaram a atenção em Go-Onger foi a temática abordada e o modo de como conduziram. Bem... o lema de Go-Onger é: "Vamos combater a Poluição!"... mas, como eles iriam combater a poluição?? Usando os meios de transporte, CLARO... um dos principais agentes poluidores! Como os roteiristas fizeram isso? Daí, nasceram a ideia de "outras dimensões" onde tinha um "mundo das máquinas" onde moravam os Engines que lutavam com parceiros para salvar as outras dimensões dos agentes poluidores (os Gaiarks). E, acreditem! Eu gostei da forma como o roteiro abordou o tema. A série apresentou MAIS momentos infantis do que para adultos? Sim! Mas isso (para mim) não tira os méritos de como o roteiro foi conduzido. NEM sempre coisas com temáticas para adultos prestam e NEM sempre coisas com temáticas para crianças são ruins. E o inverso também.

Bem... estamos falando de um super sentai de 2005 pra cima, onde, nesses sentais (com exceção ao Shinkenger, Go-Buster e ToQger, PRA MIM), se tem um apelo MAIOR e deixar MAIS próximo do público infantil. E, como estou careca de dizer em VÁRIAS matérias minhas, as crianças japonesas dos anos 2000 pra frente (atente-se para o adjetivo patriótico JAPONESAS) são BEM diferentes das crianças japonesas dos anos 80 pra baixo. E ainda continuo batendo na mesma tecla: Super-sentais são feitos por japoneses para crianças japonesas. NÃO para adultos brasileiros. Enfim...

Go-Onger é uma série agradável (para mim) de acordo como o tema foi abordado. As cenas de ação não são um primor como foi em outras séries anteriores ou posteriores. Os CGs estão no mesmo nível para os padrões. Não tem excessos, como muitos afirmaram pra mim. Os CGs estão MAIS nos golpes finais dos mechas e dos heróis, além de ALGUMAS explosões finais do monstro da semana. Fora isso, está tudo lá. Maquetes de isopor da grande Tokyo. Faíscas saindo a cada golpe dos uniformes dos heróis e vilões. E a série tem seus momentos de violência pura, como um tiro BEM no meio do peito de um dos heróis que o deixou desacordado e fora de combate por algumas minutos. O elenco formado por 8 atores (não contando com os dubladores dos vilões mascarados) são bastante equilibrados. Diria que metade do elenco possui uma boa desenvoltura e presença de palco enquanto a outra metade, tem muito o que aprender. O que apresentou os melhores resultados no elenco foi Shinwa Kataoka (Renn - Goon Blue). Shinwa passou uma serenidade que o personagem exigia com muita naturalidade.

Os personagens (com exceção a Renn, Miu e Hanto) mostraram pouca evolução e desenvolvimento. Acreditava que Hiroto possuía grande potencial para se destacar MAIS. Mas a participação dele foi praticamente apagada com o ótimo desenvolvimento que a Miu teve. Hiroto só se destacou mesmo em uns dois episódios e Miu se mostrou uma guerreira mais eficiente do que ele (aos meus olhos). Tivemos alguns episódios com claras alusões a sentais antigos (como, o mais gritante foi o episódio em que um dos heróis adota um monstro, numa clara alusão a um episódio de Flashman e Liveman). Sousuke realmente eu concordo com os que me disseram: é um Red irritante. Não mostrou amadurecimento e nem nada. Agora, meu personagem favorito foi o Hanto. AMEI o modo como desenvolveram o personagem. A doçura sem perder o senso heroico foi bacana. 

Agora, o ponto fraco mais gritante da série foi sua trilha sonora. Não achei nenhuma canção cativante (nem a canção cantada pelo G3 Princess) e as BGMs não deixaram marcas. As cenas de ação, como falei, são neutras. Nada mirabolante (aos meus olhos). 

Go-Onger, dos 21 sentais que eu vi, está no meu lugar de número 13. Gostei do desenvolvimento do roteiro, da participação dos Engines, do desenvolvimento dos personagens e de alguns do elenco que se desenvolveram e da direção de arte. Pecou pelas músicas irritantes. Não gostei das OSTs e BGMs. Mas, fora isso, é uma série que, se tu fores ver com os olhos de um "adulto brasileiro", com certeza não vai gostar. Mas, se tu fores ver a série com os olhos de uma criança japonesa da época, vai gostar. XD

Enfim....

"Mas o coração na hora exata de trocar o calhambeque... meu coração ficou com o calhambeque... tchuru-tchuru...bye tchuru,,,"

Tokusou Robo Janperson - Episódio 31 - Download

By : Charles William Krüger
Olá, amiguinhos.

Algumas observações:

1) Não abandonamos Goranger! Parem de perguntar!

2) Muito obrigado ao parceiraço Alexandro do Tokushare pela força com o encode.

3) Episódio muito legal, mas não vou dar detalhes. Nada me irrita mais que fansubs que dão spoilers em posts de lançamento.

Vai ficar arrumando desculpas agora, covarde?


Tokusou Robo Janperson - Episódio 30 - Download

By : Charles William Krüger
Oi, amiguinhos.

Postando aqui o episódio 30 de Janperson. É um episódio muito bom que finaliza o arco iniciado no 29.

A partir do próximo, teremos novidades na trama.

Bicho pegando...
 
E por hoje é só. Abraços.
 

JAKQ Dengeki Tai - Episódio 5 - Download

By : Charles William Krüger
Olá, amiguinhos. Primeiramente, bom dia.

Hoje trago mais um episódio de JAKQ, produzido pelos amigos do Love X Care, e traduzidos para PT-BR pela equipe do Rampage Subs.

Esperamos que apreciem.

Logo voltamos com novidades. Ou não.


Quem é fã de Sentai está rindo à toa






 

Tokusou Robo Janperson 29 - Download

By : Charles William Krüger
Olá, amiguinhos.

Depois de um longo e tenebroso verão, estamos de volta.

O motivo de nossa sumida foi a ausência de nosso faz-tudo Clock Up, que aparentemente fugiu para Disney sem previsão de retorno.

Como ninguém é insubstituível, contamos com a ajuda de outros amiguinhos para finalizar esse episódio que já estava pronto há tempos. Obrigado ao Felipe, do Tokudrama, pela força com karaokê.

Sobre mudanças: a partir de agora, só mp4. E o script. Quem quiser mkv vai ter que converter o arquivo por si mesmo.

O servidor será o Pcloud, que se mostrou confiável e simples de operar.

Esperamos lançar o episódio 30 ainda no começo de março. Por isso, parem com as ameaças de morte.






Enfim, é isso. Vamos voltando aos poucos, lentamente, com mudanças. 

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